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Seminário do PAR-CITY reúne pesquisadores, gestores públicos e sociedade civil

  • há 3 dias
  • 5 min de leitura

Primeiro dia do seminário PAR-CITY.


Entre os dias 9 e 12 de março de 2026, foi realizado em São Paulo o seminário híbrido do projeto PAR-CITY - Participação na Cidade: Como as Inovações Participativas Urbanas estão Remodelando a Democracia, a Governança e a Confiança. O encontro reuniu pesquisadoras e pesquisadores do projeto, além de representantes da sociedade civil e do poder público, para discutir os desafios e as potencialidades de inovações participativas (Governo Aberto e Orçamento Participativo) nas cidades contemporâneas.


O PAR-CITY é uma iniciativa global de pesquisa financiada pela FAPESP no âmbito da plataforma Trans-Atlantic Platform (T-AP). O projeto reúne pesquisadoras e pesquisadores de 21 universidades e investiga experiências de participação em sete metrópoles do Norte e do Sul global: Buenos Aires, Cidade do Cabo, Lyon, Nova York, São Paulo, Toronto e Varsóvia. Mais informações sobre o projeto estão disponíveis em: https://parcity.org/ 


Realizado principalmente no CEBRAP, o seminário promoveu quatro dias de atividades voltadas ao intercâmbio acadêmico, ao diálogo com gestores públicos e à troca de experiências com representantes da sociedade civil.



Primeiro dia: abertura e apresentação das cidades do projeto 


Mesa de abertura do seminário. 


O seminário teve início no dia 9 de março, no CEBRAP, com uma sessão de abertura que contou com a participação de Adrian Gurza Lavalle (presidente do CEBRAP), Monika Dowbor (coordenadora do NDAC), Gabriela de Brelaz (pesquisadora do NDAC, pesquisadora principal do PAR-CITY no Brasil), e Alina Ribeiro (pesquisadora do PAR-CITY e do NDAC). 


Na sequência, foi realizada uma apresentação geral do PAR-CITY, reunindo pesquisadoras e pesquisadores das diferentes equipes internacionais envolvidas na pesquisa. Participaram presencialmente Álvaro Pereira (Unifesp), Gisele Craveiro (USP), Zac Spicer (York University) e Rocío Annunziata (CONICET e Universidad Nacional de San Martín), e, de forma remota, Sam Halvorsen (Queen Mary University of London), Guillaume Gourges (Université Lumière Lyon 2), Stephanie McNulty (Franklin & Marshall College), Agnieszka Kampka (Warsaw University of Life Sciences) e Anna Selmeczi (University of Cape Town). Durante a sessão, foram apresentados os objetivos gerais do projeto e discutidas as principais linhas de investigação desenvolvidas pelas equipes participantes.


“O Seminário PAR-CITY foi um encontro enriquecedor que reuniu especialistas e ativistas comprometidos com compreender e fazer avançar as possibilidades da inovação democrática nas cidades. A comparação entre diferentes cidades do mundo e a presença de especialistas com formações diversas, bem como de ativistas que na cidade de São Paulo fizeram e fazem parte dos planos de governo aberto e suas instâncias de deliberação tornaram a troca uma verdadeira oportunidade de aprendizado” (relato de Adrian Gurza Lavalle, presidente do CEBRAP). 


“É uma felicidade poder conhecer por dentro um projeto comparativo internacional como é o PAR-CITY. Para mim, o projeto tem a beleza de empurrar as fronteiras da pesquisa sobre inovações democráticas. [...] O estudo comparativo exige dos pesquisadores um rigor metodológico e analítico muito grande: o que se compara, quais são as dimensões comparáveis, quais são os critérios e categorias de análise… Todo esse trabalho, muito artesanal, de muita atenção, e que é necessário, o PAR-CITY está fazendo com muito sucesso”. (relato da Prof. Monika Dowbor, coordenadora do Núcleo de Democracia e Ação Coletiva do CEBRAP) 


Prof. Rocío Annunziata apresentando o caso do governo aberto em Buenos Aires, Argentina.


Ao longo da tarde, foram apresentadas pesquisas sobre experiências de participação nas cidades de São Paulo e Buenos Aires. As apresentações abordaram iniciativas como Governo Aberto e outros mecanismos participativos urbanos, discutindo suas características institucionais, seus desafios e seus impactos na governança democrática.


“O encontro superou as expectativas, nos permitindo aprofundar a perspectiva comparativa relacional assim como na escuta das pessoas envolvidas na política de governo aberto da cidade de São Paulo, iniciada em 2014. Academia, governo, organizações da sociedade civil e movimentos sociais debatendo o tema juntos agregou muito à pesquisa” (relato da Prof. Gabriela de Brelàz, pesquisadora principal do PAR-CITY no Brasil).



Segundo dia: análises comparativas e agenda de pesquisa


Prof. Zac Spicer apresentando o caso do governo aberto em Toronto, Canadá.


O segundo dia do seminário foi dedicado à apresentação do caso de Toronto e ao aprofundamento das discussões comparativas entre as cidades analisadas no projeto. As equipes de pesquisa debateram semelhanças e diferenças entre as experiências estudadas, além de avançar na construção coletiva de artigos e produtos acadêmicos derivados da pesquisa. As discussões também abordaram os desafios metodológicos e analíticos envolvidos no estudo comparativo de inovações participativas em diferentes contextos urbanos.



Terceiro dia: diálogo com governo e sociedade civil


No dia 11 de março, a programação incluiu uma visita à Prefeitura Municipal de São Paulo (PMSP), onde os participantes foram recebidos por toda a equipe da Coordenadoria de Governo Aberto (CGA) e puderam conhecer mais de perto as iniciativas de Governo Aberto desenvolvidas pelo município.


Pesquisadores do PAR-CITY em visita à PMSP.


“Ao se envolver nesta troca e responder as perguntas das pesquisadoras, a equipe teve a oportunidade de olhar para o passado e presente, debater como se relacionam as iniciativas de governo aberto entre si próprias - como a educação cidadã, a inovação cívica e a tecnologia são fundamentais no engajamento da população, modernização do Estado e aprimoramento das políticas públicas -, e as características singulares e vantajosas do Governo Aberto na Prefeitura de São Paulo” (relato de Bruno Venâncio, coordenador de Governo Aberto da PMSP).


À tarde, o CEBRAP recebeu integrantes de movimentos sociais e organizações da sociedade civil que participaram e participam dos Fóruns de Gestão Compartilhada (FGC) na cidade de São Paulo. A roda de conversa promoveu um diálogo sobre o processo de co-criação dos planos de Governo Aberto e sobre os desafios e potencialidades da participação social na formulação de políticas públicas.


Pesquisadores e representantes da sociedade civil no CEBRAP.


“Acho que foi uma oportunidade muito grande de, de fato, perceber o quanto que o trabalho que a gente fez anteriormente faz parte do histórico do Governo Aberto. [...] Esse espaço de escuta que vocês proporcionaram foi fundamental, imagino que tanto pro CEBRAP, para esse histórico e continuação do Governo Aberto, quanto pra gente, individualmente para poder encerrar um ciclo” (relato de Letticia Rey, representante dos Agentes de Governo Aberto de 2018).


“Rever os colegas José Adão, Letícia e Marcus Bonfim entre outros, foi um grato e descontraído encontro que nos levou a memórias e partilha no lindo exercício de escutatória. A meu ver, foi profundamente  reflexivo e surpreendente. [...] Encontrar formas de interagir no coletivo e contribuir para o repensar da participação, vislumbrando avanços no uso de ferramentas e mecanismos de transparência e integridade nas ações de governo é importante. Neste sentido, se torna fundamental o engajamento e protagonismos de setores, grupos e pessoas da sociedade civil na agenda para as próximas propostas e planos” (relato de Maria Angélica, representante da Associação Projetos Integrados de Desenvolvimento Sustentável).



Quarto dia: seminário aberto e perspectivas

O último dia do evento foi realizado de forma online, com um seminário aberto ao público intitulado “Open Local Governments: Challenges and Perspectives”.


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